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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

" O Cárcere e a Rua "




Texto de: Taísa Vilela
Thamires Piol

Ei internautas! na postagem de hoje vamos fugir um pouco do tema central do nosso blog para dar espaço a um comentário sobre o “O cárcere e a Rua”, um documentário brasileiro que narra a historia de algumas presidiárias da penitenciária Madri Pelletier, em Porto Alegre.

As “atrizes” que ganharam destaque no filme foram três: Cláudia, presa por cometer latrocínio. Na prisão aprendeu muito com seus erros, como a sobreviver com tão pouco, a se defender do perigo, mostrando ser uma mulher guerreira e protetora.

Betânia condenada por ter feito dois assaltos, aparenta ser muito humorada. Na cadeia descobre o seu lado homossexual tendo um relacionamento com uma companheira de cela. Depois de obter o regime semi-aberto e autorização para visitar sua tia, ela resolve fugir e retoma alguns prazeres deixados de lado na prisão, como atração pelo sexo masculino. Depois de envolvimentos com muito homens sua frase ao final do documentário foi marcante: “os homens não prestam”.

No filme uma questão discutida é fato das prisões terem suas próprias leis, como na masculinas os próprios presos condenam o estupro, nas cadeias femininas sofre aquela que comete crime contra crianças. E Juliana na cadeia é alvo dessa regra tão temida. Rostinho de menina, que jurava inocência, estava condenada por ter matado o próprio filho. Nos perigos da prisão encontrou em Cláudia a mãe que nunca teve, lá também mostrou diversas personalidades e seu final foi o manicômio jurídico.

Depois de anos na penitenciária pagando por seus crimes e desejando cada dia mais sua liberdade, essas mulheres entram em choque com o mundo aqui fora, não o reconhecem mais e a inclusão social se torna cada vez mais difícil tanto pelo preconceito quanto por sua auto-recriminação e medo.

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